QUIZ 06 RESPOSTA – Parâmetros técnicos básicos em Ressonância Magnética: simples, porém perigosos!

No QUIZ 05 conversamos sobre os Princípios físicos e Aplicações das Sequências Ponderadas em Difusão.

Vimos que as lesões que restringem a difusão (acidentes vasculares cerebrais, abcessos, etc.) aparecem com hipersinal nas imagens ponderadas em difusão (em valores de B elevados) e com hipossinal no mapa ADC. Por outro lado, substâncias com difusão livre (ex. fluido cerebrospinal) apresentam-se com hipossinal na difusão e hipersinal no mapa ADC.

Exemplo 01 – Imagem 01: Axial difusão (b-value 1000) e Imagem 02: Mapa ADC. Imagens sem restrição a molécula de água.

 

Exemplo 02 – Imagem 01: Axial difusão (b-value 1000) e Imagem 02: Mapa ADC. Setas demonstram restrição verdadeira.

 

E nesse caso? Observem que a lesão apresenta hipersinal na imagem ponderada em difusão e no Mapa ADC!!!!

Exemplo 03 – Imagem 01: Axial difusão (b-value 1000) e Imagem 02: Mapa ADC

 

O que devemos nos lembrar é que as imagens ponderadas em difusão são também ponderadas em T2 (valores de TR e TE elevados). Lesões que apresentam valores de T2 muito longos podem apresentarem com hipersinal, embora elas não apresentem restrição à difusão. Este fenómeno é conhecido como “T2 shine -through ” e na maioria das vezes é visto em casos de enfartos subagudos devido ao edema vasogênico, mas pode ser visto em outras anormalidades patológicas. Para confirmar se a imagem apresenta verdadeira restrição a difusão, deve-se sempre comparar a imagem ponderada em difusão ao ADC (que mede o efeito de difusão independente da influência do T2 shine -through). Em casos de restrição verdadeira, a região de hipersinal em difusão irá demonstrar sinal baixo no ADC.

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